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Em algum momento da vida, é provável que surjam conversas ou mesmo pensamentos sobre “ser enterrado ou cremado”. No Brasil, a cremação surgiu apenas na década de 70 e ainda é considerada novidade. Por esse motivo, o assunto ainda é um tabu e carrega muitos mitos. Desde os primeiros registros históricos da cremação, o gesto era encarado com muita importância pelas civilizações por oferecer um destino digno aos mortos.  O processo, na realidade, é muito simples e usado em diversas culturas e, inclusive, é autorizado pela Igreja Católica e outras religiões. Confira a seguir como funciona de fato a cremação, quais as suas vantagens e por que considerá-la uma opção.

O que é 

De maneira mais clara, a cremação é o processo que incinera o corpo do falecido de forma rápida e higiênica. É importante deixar claro que a incineração acontece juntamente com o caixão.

Diferente do sepultamento normal, a cremação só ocorre com a autorização dos familiares. Por isso, se você tem o desejo de ser cremado, precisa tomar algumas decisões e manifestar sua vontade ainda em vida para garantir que seu desejo seja atendido. O primeiro passo é fazer a Declaração de Vontade, um documento registrado em cartório em que você atesta o desejo de ser cremado. Além disso, é preciso conversar com seus familiares para contar com a colaboração deles, pois, mesmo com o documento, se a família não autorizar, a cremação não é realizada.

Já para aqueles que não optaram pela cremação em vida, a autorização pode ser feita apenas por um parente de primeiro grau, na ordem sucessória: cônjuge, pais, filhos e irmãos maiores de 18 anos. Também deve haver a presença de duas testemunhas e apresentar a declaração de óbito assinada por dois médicos ou por um médico legista quando a morte for natural. Nos casos de morte violenta, a cremação só pode ser realizada mediante autorização judicial.

Outra opção é a cremação de uso futuro ou “cremação preventiva”. Ela funciona como um plano funeral, no qual você paga em vida pequenas prestações mensais que garantirão o direito ao serviço no futuro.

Como funciona a cremação

Cada cremação é realizada individualmente. Após a liberação legal do corpo, os funcionários do crematório retiram qualquer metal do caixão e do falecido. Caso houver joias ou outros pertences, os mesmos são enviados para a família. O processo de cremação pode levar de 1 até 3 horas. Deste processo resultará as cinzas e alguns fragmentos ósseos, os quais passam por resfriamento e moagem para depois ser entregue aos familiares.

Vantagens de escolher a cremação

  • O processo não agride o meio ambiente

Diferente do sepultamento tradicional, a dispersão das cinzas não contamina os lençóis freáticos ou o ar, pois as cinzas resultantes do procedimento são compostas basicamente de potássio e cálcio, substâncias que podem voltar à terra sem causar qualquer dano. Além disso, há a vantagem de não ocupar um espaço físico.

  • A cremação é mais econômica

Ao contrário do que muitos pensam, os custos da cremação são menores do que o enterro. Com mencionamos, não é necessário um espaço físico. Sendo assim, não há despesas com terreno, locação, jazigo ou taxas de manutenção. O valor varia dependendo do local e dos serviços inclusos na contratação.

  • Praticidade

A cremação é um método mais prático de se despedir em um momento em que estamos tão fragilizados para lidar com questões burocráticas. Além dos custos menores, as cinzas são entregues à família para realizar a vontade do ente querido ou então lidar da maneira que acharem melhor, espalhando as cinzas em um lugar especial ou guardando-as em casa ou em local apropriado no próprio cemitério.

Leia mais em Cinzas de cremação: 5 maneiras de eternizá-las

Um ponto muito importante é buscar um crematório preparado para lhe ajudar nesse momento. Profissionais capacitados para apoiar a família enlutada ou para realizar o seu desejo futuramente podem fazer toda a diferença!

 

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