fbpx
Menu

O Día de Muertos representa a comemoração da vida, destaca a identidade do povo mexicano e valoriza suas origens e antepassados.

No México, o Día de Muertos (Dia dos Mortos) celebra-se no dia 02 de novembro. Tradicionalmente, as celebrações iniciam no dia 01 de novembro e terminam no dia 02.

A história deste ritual remonta às civilizações astecas e maias e as festividades eram realizadas durante o mês de agosto. Entretanto, após a colonização espanhola, a celebração foi incorporada pela igreja Católica, adaptando o ritual ao Dia de todos os Santos (31 de outubro) e ao Dia de Finados (02 de novembro).

A tradição do Día de Muertos

Sem dúvida, o Día de Muertos é umas das mais fortes tradições mexicanas, onde pode-se perceber as expressões mais típicas e históricas desse povo. As pessoas costumam visitar os cemitérios e túmulos, preparam altares com alimentos, velas, incensos, caveiras doces, oferendas, flores e objetos de afeição da pessoa falecida. Acredita-se que nesse dia as almas de seus entes queridos voltam do além para ficarem próximas de sua família.

Se você tiver a oportunidade de visitar o México nesta época do ano, irá se deparar com crianças, jovens e adultos vestidos de esqueletos coloridos (a famosa Catrina). O festival acontece como o nosso carnaval, onde as pessoas cantam e dançam pelas ruas, exuberantes em suas fantasias e cores. As casas também ficam enfeitadas e o espírito de todos é de pura alegria, pois essa é uma festa que celebra a vida, que afirma a identidade do povo, suas origens indígenas e o respeito pelos antepassados.

 Curiosidades

  • Um dos programas mais comuns do Día de Muertos nas cidades de Pátzcuaro ou Oaxaca é a visita noturna aos cemitérios.
  •  La Catrina de los Toletes é a representação do esqueleto de uma dama da alta sociedade. É uma das mais belas e representativas figuras do dia dos mortos. Seu significado é de que diante da morte, não há distinção social. Seu nome vem de La Calavera de la Catrina, gravura do mexicano José Guadalupe Posada (1852-1913).
  • As comidas também são muito tradicionais nestes dias. Dentre elas temos o “pan de muerto“, que é um pão doce polvilhado com açúcar e enfeitado com ossinhos, e uma das comidas preferidas das crianças são as caveirinhas de açúcar, que leva o nome das pessoas falecidas.
  • A Flor do Morto ou cravo-de-defunto (cempasúchil) é uma flor amarela, a mais usada nos altares nas celebrações dos mortos. O nome original da flor cempasúchil é sempôwalxôchitl e vem do idioma Nahuatl. A origem desse ritual vem da lenda de Xóchitl e Huitzilin, dois jovens astecas apaixonados. Desde pequenos, os dois subiam as colinas e ofereciam flores a Tonatiuh, o deus do sol. Quando completou certa idade, Huitzilin teve que cumprir seus deveres como guerreiro e deixar sua aldeia para lutar e acabou morrendo em batalha. Então, Xóchitl escalou uma montanha e implorou a Tonatiuh que permitisse que eles ficassem juntos. O deus do sol atendeu ao pedido e lançou seus raios sobre Xóchitl, e ela se transformou em uma flor de um amarelo profundo. Então, um beija-flor pousou no centro da flor e abriu suas 20 pétalas liberando um aroma intenso. Seguindo o mandato de Tonatiuh, o amor do casal asteca permanecerá enquanto houver beija-flores e flores de calêndula nos campos mexicanos.

O que achou do ritual do mexicano? Um pouco diferente do Dia de Finados no Brasil, não é mesmo? Mesmo assim, é uma bela celebração que vale a pena conhecer.

Na última série de curiosidades, falamos sobre os Rituais Egípcios. Confira! 😉