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De volta à série sobre as principais curiosidades dos ritos funerários ao redor do mundo, hoje iremos falar sobre a atual capital da Itália, o centro de onde emergiu um dos mais extensos impérios constituídos durante a Antiguidade: vamos falar sobre os funerais na Roma Antiga. Então, se você está curioso para saber mais sobre como eram os funerais naquela época, continue lendo!

 

A origem de Roma

Antes de tudo, é preciso saber um pouquinho sobre a origem desse lugar tão antigo e cheio de tradição. Sendo assim, a origem de Roma possui duas formas de explicação, uma mítica e a outra histórica. Em resumo, de acordo com a lenda, os irmãos Rômulo e Remo quase morreram ao serem jogados às margens do rio Tigre. Porém, sobreviveram graças aos cuidados de uma loba que os amamentou e os entregou para uma família camponesa. Então, cresceram e quando se tornaram adultos, retornaram para o reino Alba Longa e derrubaram Amúlio (homem que tentou matá-los), depois disso, decidiram criar a cidade de Roma.

Assim, como Rômulo tinha o favor dos deuses, traçou o local onde seriam feitas as primeiras obras da cidade. Porém, Remo ficou inconformado com a decisão do irmão e saltou sobre a marca feita por ele. E como resposta, Rômulo assassinou Remo, tornando-se o primeiro monarca da história de Roma. Já a explicação da origem, segundo especialistas, fala sobre a fundação de Roma ter ocorrido a partir da construção de uma fortificação criada pelos sabinos e latinos. Dessa forma, foram esses dois povos que tomaram tal iniciativa, isso porque resistiram às incursões militares feitas pelos etruscos. Entretanto, os mesmos etruscos vieram a dominar a região no século VII a.C.. Portanto, a partir da fixação desses povos, compreende-se historicamente o início da civilização romana.

 

Então, como eram os funerais na Roma Antiga?

A organização dos funerais na Roma Antiga era feita de acordo com a hierarquização das classes. Assim, a distinção nos rituais fúnebres era evidente entre as camadas mais abastadas e as menos abastadas da sociedade. Dessa forma, os pobres eram incinerados ou enterrados sem muita cerimônia. Porém, era comum que as associações beneficentes romanas promovessem a seus associados a construção de devidas sepulturas, conhecidas como “columbaria”. Além disso, geralmente, o cadáver era lavado com água quente, perfumado e vestido com um manto enfeitado pelos atributos do morto. E depois de ser exposto em um leito no átrio em que colocava-se coroas e flores, ele era levado em um caixão aberto num cortejo acompanhado por músicas para lamentar sua morte.

Em contrapartida, nos funerais da nobreza, o cortejo se dirigia ao Fórum, local em que se realizava o discurso fúnebre. Também era comum o acompanhamento do cortejo funerário com máscaras de cerâmica para representar os antepassados do falecido. Então, no cemitério construído fora dos muros da cidade, o sepultamento ou a incineração realizava-se na própria tumba, sendo que nela (por costume) eram depositados objetos de uso pessoal e alimentos para o morto, pois acreditavam que de algum modo ele continuaria vivendo. Além disso, na Roma Antiga, os funerais contavam com um banquete que era feito próximo à sepultura.

Após isso, era iniciado pela família um rigoroso luto de nove dias. E então, quando esse período chegava ao fim, eram realizados alguns sacrifícios de animais. Ah, e é interessante destacar que os parentes mais próximos do morto não participavam de festas nem utilizavam roupas de cor branca ou de tons mais claros durante algum tempo.

 

Então, a cultura da Roma Antiga é diferente da nossa, mas interessante também, concorda? Há muito para aprender sobre a história deles, esperamos que conosco você tenha aprendido um pouco mais. Sendo assim, se você deseja permanecer buscando mais conhecimento, continue acompanhando essa nossa série aqui no blog. No último post falamos sobre o Día de Muertos no México, clique aqui para saber mais. Até breve!